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Santuário Nª Sr.ª do Pilar

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De todas as destruições levadas a cabo pelos diversos fatores já identificados, terá sido já depois da regência de D. Pedro (1680), que um negociante de grosso-trato da cidade do Porto, possivelmente natural deste concelho,André da Silva Machado, movido pelo bem intencionado propósito de fazer erigir um templo no alto do monte, im­plantado sob a plataforma rochosa, e também adereçado de um escadório de acesso, guar­necido de capelas, procede ao desmantelamento de grande número de muralhas, aproveitando as já aparelhadas cantarias, votado a Nª Sr.ª do Pilar.

Assente na eventual necessidade de se redimir “de quaisquer pecados de lesar ou ganância acaso cometidos no seu labor”,André da Silva Machado vai trans­formar o rígido e solitário local num outro de lazer e de fé, ao qual começam a acorrer as povoações vizinhas e locais, para ali afluindo pelos séculos XVIII, XIX e mesmo XX milhares de peregrinos na busca de benefícios espirituais através de culto religioso de um novo santo, invulgar nestas paragens do Minho.

Considera-se provável que a devoção ao culto a Nossa Senhora do Pilar resulte da inauguração, anos antes (1678), na Serra do Pilar em Gaiapor iniciativa de D. Jerónimo da Conceição, prior do referido con­vento, de uma imagem da Senhora do Pilar, da qual é reprodução fiel a que André da Silva Machado manda esculpir e colocar no altar-mor do novo templo.

Na verdade, o aproveitamento da matéria-prima retirada das muralhas terá permitido uma mais rápida edificação do santuário, além de, com idêntica e natural facilidade, conseguir o espaço suficiente num local com as desejadas caraterísticas para edificação do santuário idealizado.

Apesar de tudo, ali persistiu, teimosamente, como que alienada e indiferente a toda essa realidade, a sólida Torre de Menagem do medievo Castelo de Lanhoso, com a sua espessura de paredes em alguns pontos, superior a 3 m.

Finalizada a construção do edifício religioso, continuaram ainda as obras do escadório de acesso e das capelas com os passos mais notáveis da Paixão de Cristo, representadas em figuras de madeira com tamanhos naturais.

Em 1756, é assim descrito: um monte, que é todo de maravilhas, admiração de quem o vê, pasmo, e assombro de quem o contempla…

 

Atualizado em: 23  de fevereiro de 2015

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