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O Restauro

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É já no século XX, que o monte de Lanhoso volta a ser objeto de profundas intervenções e alterações.

Primeiro, mercê da abertura da estrada de acesso ao topo do monte, Castelo e igreja de Nossa Senhora do Pilar, para o que muitos contribuíram, mas particularmente o grande (maior) benemérito da história da Póvoa de Lanhoso, o brasileiro de torna-viagem António Ferreira Lopes.

Com a abertura da estrada é, então, posta a descoberto a importante estação arqueológica que constitui o Castro de Lanhoso. Dada a sua relevância é considerada a intervenção da ex-Direc­ção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (D.G.E.M.N.), no Castelo de Lanhoso ao abrigo das recuperações e construções promovidas no âmbito das comemorações dos centenários.

Nesse momento, falamos naturalmente do segundo quartel do século XX, no Castelo já só restava a Torre de Menagem, precisamente onde seria encontrado o seu envasamento de caráter romano e restos da porta principal, em arco de volta quebrada mas que se encontrava já destravado.

Nas obras de restauro então promovidas, afirma-se que não foram descurados quaisquer estudos de responsabilidade técnica, pese embora a intervenção se tenha limitado à re­construção do telhado, à armação adequada, à reposição dos dois antigos pavimentos interligados por uma escada em madeira, remoção dos entulhos acumulados na base da torre, e, por fim, a numerosos trabalhos de reajustamentos e consolidações, constituindo bons exemplos as intervenções no cunhal da torre, juntas interiores e exteriores, adarves, ameias, parapeitos...

No que respeita às muralhas, foi possível determinar com rigor e precisão a sua altura pelos vestígios ainda encontrados, sobretudo no que respeita à muralha contígua à torre. Contu­do, embora reconstruídos com a extensão original, nem sempre iguala os precedentes em altura, isto apesar de, como é afirmado na publicação do Boletim da então Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (N. 29) “sempre construídos com o vulto necessário para poderem valorizar, sem nenhuma deficiência desairosa ou míngua de nobreza”, concluindo de forma quase poética:

“Hoje, pode-se afirmar que o Castelo de Lanhoso, bem visível no seu pinário de rocha, recuperou plenamente o direito de reviver um passado em que há sombras impenetráveis e talvez fugazes lampejos de glória. E em que o seu lugar, no nosso haver monumental, não se dis­tingue, evidentemente, por qualquer título de superioridade, entre os mais honrosos, mas é, sem dúvida, de legítima posse. Embora não tivesse prestado serviço de grande fama à causa da Nacionalidade, foi sem dúvida um dos mais obscuros e diligentes obreiros da Função.”

 

Atualizado em: 15 de janeiro de 2015

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