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O incêndio

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Quando, na década de 30 do século XX se procedeu à abertura da estrada que hoje nos conduz ao topo do monte e ao próprio castelo de Lanhoso, co­locando a descoberto valiosíssimos vestígios para o seu estudo, sobretudo pelo valor dos achados, que aportam ao local uma importância significativa, do Castelo de Lanhoso já só restava quase a Torre de Menagem, que patenteava muita da destruição para lá da sofrida ação desgastante do tempo e dos efeitos de causas naturais.

De facto, em finais do século XII, quando o Castelo de Lanhoso começava a ficar votado ao esquecimento dos grandes feitos e acontecimentos da nossa história que encontrava palcos privilegiados mais a sul, ocorre um epi­sódio “fabuloso ou exagerado, que a tradição popular e eru­dita conservou até aos nossos dias”, e que fica para os anais enquanto crime passional, relatado em velho nobiliário medieval.

Do relato acima referido, confere-se que o alcaide do Castelo de Lanhoso, D. Rodrigo Gonçalves Pereira, se havia ausentado um tanto demoradamente da companhia de sua esposa, D. Inês Sanches (mulher de grande formusura mas de cabeça muito leve), para se dedicar aos feitos de montaria.

D. Rodrigo Gonçalves Pereira, quarto avô do grande condestável de El Rei D. João I (D. Nun’Alvares Pereira), teve denúncia da infidelidade de sua esposa e, convencido desse fato, não consegue escolher justiça mais apropriada do que a de incendiar o reduto fortificado, onde se encontrava D. Inês juntamente com seu cúmplice. Todas as outras pessoas que também se encontravam no interior do Castelo pereceram, cas­tigando todos aqueles que haviam assistido em silêncio ao escandaloso malfeito. Juntamen­te, morreram os animais domésticos que ali viviam a sua humilde existência, não restando viv’alma no interior do Castelo de Lanhoso.

Será já após este “incidente”, que as marcas das obras de intervenção no Castelo terão a chancela de D. Dinis, e que poderão mesmo ter determinado a outorga da Carta de Foral durante o seu reinado, a 25 de Setembro de 1292.

 

Atualizado em: 14 de janeiro de 2015

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