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D. Teresa

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A figura de D. Teresa permanece intimamente ligada à história deste Castelo, não apenas pela epígrafe que pode supor a sua ação na própria edificação, como sobretudo pela celebração do “Tratado de Lanhoso”, entre D. Teresa e sua irmã D. Urraca.

A assinatura do suposto tratado, de que existe uma cópia no Liber Fidei, mas cuja autenti­cidade se questiona, data de 1121, relacionando-se com ele o cerco imposto por D. Urraca a sua irmã, D. Teresa, sitiada no Castelo de Lanhoso.

No momento do cerco, conta-se que D. Teresa, recorrendo ao auxílio de D. Gelmirez (ar­cebispo de Compostela), com quem sempre, dissimuladamente, havia mantido excelentes relações de amizade, viria neste momento a tirar os seus proveitos, pois será através da sua intervenção que é conseguido o pacto entre as irmãs, terminando com a celebração do “Tratado de Lanhoso”, após o qual se levantou o cerco.

Aponta-se, pelo Tratado de Lanhoso, uma dupla vitória de D. Teresa, quando, por um lado, vê resolvido o problema premente do cerco, que além de constituir uma situação difícil era também perigosa, e por outro, teria alargado o seu poderio com novos títulos senhoriais, sendo-lhe reconhecido o domínio de muitos lugares e terras inseridos para além dos limi­tes do próprio condado. Há, contudo, quem vislumbre neste tratado, evidentes e expressas cláusulas de auxílio mútuo.

Alguns anos após a celebração do “Tratado de Lanhoso”, o Castelo voltou a ser local esco­lhido para refúgio de D.Teresa, e isto após a batalha de S. Mamede (1128), a qual se desen­rolou entre os partidários de D. Afonso Henriques, vislumbrando Portugal como reino inde­pendente, e os amigos de D. Teresa, particularmente próxima das pretensões castelhanas pelas fortes ligações que cultivava àquele reino por intervenção do conde galego D. Fernão Peres de Trava.

Se, por um lado, a batalha de S. Mamede serve para se demarcar o chamado Dia Um de Portugal, só bem posteriormente reconhecido, por outro, a posição antagónica assumida por D. Teresa, tem servido para colocar em causa a honorabilidade da Infanta, mãe do nosso primeiro rei.

De fato, a vitória de D. Afonso Henriques na batalha de S. Mamede, romanticamente relata­da por Alexandre Herculano em “O Bobo”, e cuja ação termina com a retirada de D. Teresa exatamente para o Castelo de Lanhoso, tem facilitado exercícios pouco dignificantes.

Se, de fato, a derrota de D. Teresa na batalha de S. Mamede a obriga a procurar refúgio no Castelo de Lanhoso e posterior exílio na Galiza, a mitologia e a fantasia não deixa de se revelar no tocante a este episódio, incentivando a uma espécie de Mito do Pecado Original, segundo o qual não existem heróis perfeitos, e como tal, também ao nosso D. Afonso Henriques são apostos distintivos menos honrosos.

Primeiro, os relatos que apregoam a condição de D. Teresa ter sido conduzida como presa, duramente agrilhoada, nos subterrâneos do Castelo de Lanhoso, quando mais não se terá passado exatamente que a recolha de D. Teresa, após a batalha de S. Mamede, e já em fuga, no seu caminho para o exílio. 

Atualizado em: 22 de janeiro de 2015

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