Vinaora Nivo SliderVinaora Nivo SliderVinaora Nivo Slider

apav2

cpcj3

logo atpl

A fundação

Versão para impressão PDF

Para além dos vestígios encontrados na plataforma rochosa onde hoje se vê rigidamente implantado o Castelo de Lanhoso e a Igreja de Nossa Senhora do Pi­lar, encontraram-se outros vestígios de uma ocupação pré-romana, que indicia ter atingido proporções largamente extensas, por isso se acreditando ter assumido sig­nificativa importância. Pinho Leal refere a existência de uma lápide com a epígrafe “CRASTINUS AEDIFICAVIT”, o que apontaria a fundação do Castelo de Lanhoso para o ano 75 a.C.

Esta suposta lápide, hoje desconhecida, se por um lado coloca vestígios romanos ao local onde encontramos o Castelo de Lanhoso, colocar-nos-ia a construção da fortificação em data do século I a.C., por ação de Crástino, um tribuno legionário que defendeu o domínio romano na Espanha ocidental, pouco depois de Cipião Emiliano. Todas as pedras que compõem, não só o Castelo como todas as capelas e outras cons­truções existentes no monte, terão já sido examinadas com rigor, em busca da referida inscrição, cujo estudo poderia atestar a sua autenticidade e consequente legitimação da “responsabilidade” de edificação do reduto defensivo anterior ao atual aparelho medieval do castelo.

Se o aspeto pré-românico do aparelho da edificação do Castelo de Lanhoso faz sugerir uma edificação bem mais tardia que o período romano, não restam dúvidas de que na sua base foram identificados esses mesmos vestígios.

Há interpretações que apontam para que grande parte da construção deste local fortificado, o Castelo de Lanhoso, se deverá atribuir ao bispo D. Pedro de Braga“conforme garante não só o aspeto pré-românico do seu aparelho como também uma inscrição que refere seu nome”. Esta epigrafe, que Ferreira de Almeida refere e existente na muralha da porta de acesso à praça de armas do Castelo de Lanho­so, serve exatamente para diferentes autores fazerem outros desdobramentos atribuindo idênticas responsabilidades da edificação a outras personalidades, como o Pe. Arlindo da Cunha que transcreve “plaeceptis therasiae pesui”, que também traduz por “acentei cumprindo ordens da teresa”. A tentativa de atribuir a D. Teresa responsabilidades na edificação do Castelo de Lanhoso, não deixa de fazer sentido dada a existência de registos que fazem uma ligação muito próxima com episódios da história do Castelo de Lanhoso.

Continuando-se permanentemente no impasse, de não saber a quem atribuir efetivas res­ponsabilidades e autoria da edificação, será bem possível que o próprio conde D. Henrique (pressupondo que a edificação é anterior, que o é certamente), sempre diligente na conserva­ção e segurança dos locais que serviram de suporte à ideia de formação de um reino indepen­dente do reino de Castela, o Castelo de Lanhoso seria uma referência vital a tais aspirações.

O próprio D. Dinis, no momento de criação da póvoa e concelho de Lanhoso a partir das terras do julgado do mesmo nome tem um particular cuidado com o Castelo de La­nhoso, para cujos cuidados solicita ao concelho, concretamente, um Homem Bom.

Para Mário Barroca os muros do castelo de Lanhoso apresentam quatro fases distintas.

A edificação inicial, do séc. X, é percetível quase por toda a base do perímetro atual do castelo e está representada por uma construção em que as pedras estão dispostas sem esquadria, blocos graníticos com “cotovelos” para articulação com outros silhares, e pequenas cunhas para tapar as fendas. A fachada principal, onde hoje se ergue a torre de menagem, possuía originalmente três torreões de planta quadrangular, equidistantes, erguidos sobre uma larga sapata. A muralha que delimitava o pátio albergava uma estrutura habitacional, da qual restam diversas colunas.

Uma segunda fase, de finais do séc. XI, ordenada pelo Bispo D. Pedro (1070-1091), onde é percetível a preocupação em regularizar a primeira fiada de blocos graníticos, enquanto as seguintes são paralelas entre si.

A terceira fase corresponde a uma significativa alteração arquitetónica no castelo de Lanhoso, promovida por D Dinis, na passagem do séc. XIII para XIV, quando terão sido desmontados os três torreões de planta quadrangular e a larga sapata, para se implantar sobre o torreão central a atual torre de menagem. Dessa construção inicial apenas sobrevivem ténues vestígios, visíveis no lado sul, já que se procedeu ao desmonte dos seus cunhais.

A quarta e última fase, respeita à reconstrução do castelo de Lanhoso, executada pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), em 1940. Estes trabalhos de restauro incidiram essencialmente nos dois torreões, que defendem e enquadram a porta de acesso, e nas muralhas que delimitam o pátio interior.

 

Atualizado em: 15 de janeiro de 2015

© 2014 - Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso - Todos os direitos reservados - Política de privacidade
Desenvolvimento a cargo de: Bsolus - Business Solutions, Lda

Vale do Ave

Operação Norte

POS Conhecimento

União Europeia