Ferreiros inaugurou o restauro e ampliação da Igreja e a beneficiação do Largo de Real, na manhã quente de 19 de Julho de 2009. Crianças e comunidade paroquial são os beneficiários directos destes melhoramentos, que representam, no total, um investimento superior a 200 mil euros. Para a Igreja, o contributo da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia rondou os 60 mil euros, com o restante a ser custeado pela população e pela Fábrica da Igreja. Já no Largo de Real, os trabalhos custaram aos cofres da Câmara Municipal cerca de 50 mil euros.
Igreja Paroquial beneficiada
A Igreja foi aumentada e restaurada. O altar, a sacristia, o tecto, com pinturas religiosas, e o chão estão recuperados, numa combinação entre elementos antigos e modernos. Os paroquianos também dispõem agora de assentos apropriados, inexistentes no passado, e de mais espaço. Lá fora, foi arranjada a torre sineira e o adro foi pavimentado em calçada; os acessos foram melhorados, criados bancos, plantadas árvores e colocada iluminação. Paralelamente, criou-se um pequeno parque de estacionamento.
“Da primeira vez que me desloquei a Ferreiros como Presidente de Câmara, entrei na Igreja e vi uma Igreja cheia de bancos de cozinha. Para mim, era a pior igreja do Concelho”, lembrou Manuel Baptista, sublinhando que trabalhos como aqueles resultam do “bom entendimento entre a população, a Câmara e as Juntas de Freguesia”. O autarca também anunciou a concretização de mais dois melhoramentos em Ferreiros: a ampliação do cemitério e a segunda fase do Caminho de Boucinhas. “O que é importante é aquele entendimento que sempre houve até hoje. Desta forma é possível fazer estas obras. Estamos a fazer obras em todo o Concelho. Vamos inaugurar o Centro Cívico de Louredo e temos vindo a inaugurar sucessivas obras e obras de qualidade”, referiu.
Estas melhorias na centenária e singular Igreja de Ferreiros eram anseios antigos. “Restaurar a nossa Igreja era uma vontade de toda a população e era uma obra cuja necessidade se impunha desde há alguns anos, pois a sua degradação era cada vez mais visível e era desadequada aos tempos actuais”, referiu o Presidente da Junta, Manuel Alves. “Conseguimos devolver à nossa Igreja a sua beleza intrínseca, mantendo as suas particularidades e pormenores de origem e, ao mesmo tempo, dotá-la de melhores condições para o fim a que se destinam todos os lugares religiosos”, notou o autarca, sublinhado que se não fosse agora esta intervenção “talvez daqui a algum tempo fosse tarde de mais”.
Lembrando que as ideias das obras da Igreja e do Largo de Real já vinham de mandatos de Câmara anteriores, Manuel Alves agradeceu a Manuel Baptista e ao seu Executivo, “pois foi deles, da sua vontade e do investimento da Câmara, que resultou a realização destas obras tão importantes”. O edil agradeceu o contributo de entidades e particulares, destacando “a importância extrema que tiveram os populares que, com a sua vontade férrea a o seu contributo financeiro, fizeram com que a recuperação fosse uma realidade”.
Manifestando gratidão por todos os que colaboraram, o pároco sublinhou que “Ferreiros está mais rico materialmente e espiritualmente”, que está “mais bonito e o seu património está engrandecido”. O Padre António Couto desejou ainda que aquele dia “se conserve na memória como um dia feliz desta comunidade paroquial”, disse ainda que “a obra está à vista” e que “a casa de Deus está aberta a toda a gente, amai-a e respeitai-a”.
O Vigário Geral da Arquidiocese de Braga, Cónego José Paulo Abreu, para quem o restauro da Igreja é exemplo do ponto de vista técnico, presidiu à eucaristia solene. “A obra já me tinha passado em projecto e agrada-me sobejamente, conseguiu-se uma simbiose feliz entre o pré -existente e aquilo que agora se construiu e é motivo de orgulho”. Expressou gratidão pelos contributos de todos. “Quando a obra é grande, os sentimentos nobres e a generosidade ultrapassa dificuldades, estas coisas bonitas tornam-se possíveis”.
O dia de festa começou com o hastear da bandeira, acompanhado pela Banda de Música de Calvos, e com a romagem ao cemitério para deposição de flores nos túmulos de antigos autarcas. Seguiram-se o descerrar da placa comemorativa das obras na Igreja, pelo Pároco, pelo Presidente da Junta e pelo Presidente de Câmara, as suas intervenções, e a missa. No final, os presentes dirigiram-se para o Largo de Real, cuja requalificação também foi inaugurada.
Largo de Real requalificado
Para responder aos anseios das populações, aquele local - que “era uma zona cheia de mato, silvas, pedras, entulho, lixo”, lembrou o Presidente da Junta - foi requalificado a nível de passeios, plataformas, parque infantil, iluminação pública, mobiliário urbano, acessos, arborização, construção de muros e do ponto de água existente. O espaço foi benzido pelo pároco e duas crianças descerraram simbolicamente a placa alusiva. “Quando cá chegámos já estavam começadas as obras neste local”, referiu o Presidente de Câmara, continuando que “terminámo-las com gosto, com brio, com esta qualidade”. Segundo o autarca, também noutras freguesias, locais degradados têm dado lugar a espaços de lazer. “Esperamos que as pessoas conservem isto que temos feito em várias partes do Concelho, que os mais novos utilizem e que nós, os mais velhos, controlemos para que isto não fique degradado”. Manuel Baptista agradeceu ainda àqueles que estiveram envolvidos naquelas intervenções e à população pela presença nas duas inaugurações. A finalizar, foi servido um Verde d’Honra na Quinta de Real.
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Freguesia mais bem servida
Jacinto Oliveira, 73 anos, considerou positivos estes melhoramentos. “A Igreja não está mal, está bonita. Sobre o Largo de Real, acho que está óptimo. Para as crianças que são daqui é um entretenimento”. A respeito de outras necessidades da freguesia, apontou, por exemplo, o Caminho de Boucinhas. “O Presidente da Câmara anunciou essa obra, fico satisfeito se a fizer. Vivi muitos anos naquele lugar e gostava de o ver em condições como em outros sítios”. Augusto Vieira, 81 anos, também considerou que as intervenções estão bonitas. “Gostei. Se eu nasci aqui, não hei-de gostar da freguesia?”. Joaquina Vieira, 67 anos, também tinha uma opinião positiva. “Gostei da Igreja, gostei de tudo. Fizeram umas lindas obras. Por acaso gostei. Eram obras muito necessárias. A Igreja era muito pequenina. Era uma capela. Não é que ela ficasse muito grande, mas para o povo da freguesia chega. Eu gostei imenso”. Sobre o Largo de Real, considerou que “é uma coisa boa para as crianças. Não é muito grande, mas a freguesia é pequena. Ficou bonita”.









